Você já conseguiu se auto avaliar
e entender seus pontos “positivos” e seus pontos “negativos” em relação a sua
personalidade ou seu enfrentamento de problemas relacionados as emoções?
Você já se olhou no espelho ou
olhou uma foto e se perguntou: O que aconteceu comigo?
Se respondeu sim para as
perguntas acima, talvez você consiga entender melhor meu relato sobre o tema
ANSIEDADE.
Sempre foi um grande desafio para
mim, aprender a controlar minha “ansiedade”, neste ponto acho que quem mais
sabe destes conflitos são as pessoas que vivem muito próximas a mim.
Conseguir se auto avaliar e dizer
ops... tem algo errado comigo! Nem sempre é tão fácil, ainda mais para pessoas
que assumem responsabilidades precocemente.
Deixa eu te contar um pouco sobre
mim: Sabe aquela menina que era eleita
representante de classe, que na adolescência fez liderança de grêmio estudantil
e organizava a galera para se juntar ao movimento estudantil e irmos pra
Esplanada dos Ministério protestar em frente ao Congresso Nacional, que assume
liderança na igreja e colocando sua equipe pra passar o sábado de manhã todo ensaiando
e organizava escala e planejamento anual, em uma época que nada disto era
cobrado, simplesmente porquê queria ver tudo melhor e mais organizado? Sabe aquela mulher que emenda uma pós
graduação no último ano da faculdade, fazendo TCC e tem seu projeto indicado
para mestrado, mas não quer abrir mão da família, filhos, trabalho, igreja,
estudos, casa arrumada, lazer e vaidade, ah sim e ainda ser mãe de dois bebês?
Sim a maluca da hiperatividade a
multitasking era eu!!!
O fato é que aos 27 anos eu sofri
uma estafa mental, descontei minhas frustrações de não aceitar meus limites em
um crise de ansiedade compulsiva alimentar, aliada a distúrbios hormonais
(endometriose) e esta foi a primeira vez que foi procurar auxílio médico para
entender o que estava acontecendo comigo: o Primeiro diagnostico foi “Estafa
mental” associada a crise de ansiedade.
Até que dois anos depois encarei
que meu rendimento e minha concentração para concluir meus projetos estavam
comprometidos. Retorno para auxilio
profissional e o diagnóstico desta vez TDHA adulto, um diagnóstico complicado,
devido ser associado as crises de ansiedade e inquietação. Porém um diagnóstico
que me amadureceu muito no entendimento e separação entre o que é da minha
personalidade e o que é ansiedade ou hiperatividade da minha mente.
Eu cresci me sentindo “burrinha”
pois já tinha a mente hiperativa e me tornei uma adolescente precoce aos 10
anos de idade, minha mãe ficava agoniada dizendo que não entendia meu
comportamento por vezes pensava que era caso de me levar ao psicólogo, quando
ela se sentia impotente em responder tantas perguntas e indagações, hoje
agradeço o fato de meu pai ter me auxiliado com a pratica do esporte que foi
algo que me ajudou muito no extravasamento da mente e do corpo.
Enfim, tudo isto desenvolveu
outros tipos de conflitos pessoas e de convivência. Eu nunca fiquei presa ao pensamento
que permeia principalmente a mente feminina que é: O que será que estão
pensando de mim? Eu nunca tive muito estas preocupações.
Mas quando eu começava a
pensar: O que eu estou fazendo com minha
vida?
Ahhhh ai sim as questões eram bem
mais complexas, pois a opinião e os pensamentos dos outros eu conseguia anular
ou reduzir o volume na minha mente, mas como reduzir o meu próprio barulho
interno? Aquele que eu sei que grita e só eu ouço!!
Ansiedade é coisa séria.
Há mais de dez anos eu trabalho com
mulheres na igreja (meio ainda extremamente machista e puritanista) e na profissão
gerenciando na grande maioria equipe composta por mulheres. (Meio que ainda é
opressor quanto a necessidades multitarefas de uma mulher profissional)
E nesta jornada vi muitas colegas
estafarem, terem surto psicótico, crises do pânico, depressão, baixa estima,
sexualidade e libido diminuída, muitas vezes porque não conseguiram enxergar
seus limites de ansiedade no estágio inicial.
Retorno a falar Ansiedade é coisa
séria!!
Você já conhece os sinais e
sintomas de suas crises de ansiedade? Ou você joga tudo num pacote de TPM ou TDPM
(transtorno disfórico pré-menstrual).
Você tem coragem de pedir ajuda
quando está em crise?
Ou fica intimidada com o que as
pessoas vão pensar sobre você?
Sei que é um assunto complexo
para muitas de nós.
Eu amo fotos desde quando nem estávamos
na época digital.
Faço muitas fotos quando me sinto
bem comigo mesma, como mecanismo de auto afirmação. E também sou constantemente
fotografada em eventos que sou convidada para palestrar e também por alunos
(as) que me fotografam, alguns para fazer memes da professora hehehe e outros creio
que porque me admiram.

Enfim olhando uma destas fotos
que me registraram em uma palestra cujo tema é Saúde da Mulher, eu me olhei e lá estava eu acima do peso novamente,
com a pele demonstrando meu cansaço físico e emocional, após ter passado por
tanta pressão enfrentando o câncer de meu filho, e mantendo dois empregos, e
tentando ser a “fortona” o óbvio aconteceu!
A ansiedade precisava ser mostrar
e me dizer que ela estava me dominando novamente, e no caso a minha se mostra
na forma de compulsão alimentar e desanimo para as atividades físicas.
Precisamos reconhecer nossos
sinais de alerta, acho que estou enxergando os meus e novamente tentando limitar
a força da ansiedade através de minhas ações de auto cuidado, porque pensamento
sem ação gera frustração.
Precisamos ver as placas de
sinalização em nossa vida, algumas estão escritas PARE e outras PROSSIGA.
Saber distinguir e reconhecer
nossos limites é louvável, quando não temos compreensão ou estamos em dúvidas
de qual placa obedecer no momento, não é vergonhoso pedir ajuda, mas saiba a
quem pedir ajudar. (Deus, seu líder espiritual, profissionais de da área) nem
tudo é questão de fé ou falta de fé bem como nem tudo é questão de equilíbrio ou
desiquilíbrio emocional.
O senso crítico não deve ser
usado apenas para avaliar a vida do outro, aliás acho que ele foi feito mesmo é
para analisarmos a nós mesmos.
Sempre digo em minhas palestras,
se quer cuidar de alguém, cuide de estar bem primeiro #cuidandopracuidar, regra
básica que aprendi no meu primeiro voo, anos atrás; Em caso de despressurização,
coloque primeiro a sua máscara de Oxigênio e só ajude outras pessoas depois de
colocar a sua.
Egoismo ??? Não, regra de organização de pensamento lógico
estratégico, pra você salvar alguém você precisa estar bem, e falta de oxigênio
na mente, leva todos os sistemas do seu corpo a prejuízo fisiológico e tira
suas forças vitais, portanto pra conseguirmos ajudar alguém precisamos nos cuidar.
Para concluir, novamente alerto.
Ansiedade é coisa séria e ás
vezes atrapalha nosso raciocínio lógico sobre as situações e decisões.
Valeu pela leitura... que Deus renove suas forças.
Lançando sobre ele toda a vossa
ansiedade, porque ele tem cuidado de vós
1 Pedro 5:7
Sugestão e críticas para
pensarmos? Diga ai..